O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou um pedido da coligação Brasil Pronto Para Mais e decidiu manter no ar o site “Flaviômetro”, que monitora nas redes sociais os políticos que apoiam o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
Na mesma decisão, no entanto, o magistrado mandou investigar o criador do portal e os financiadores. A Cloudflare, responsável pelo domínio do site, tem 48 horas para apresentar dados cadastrais, detalhes de pagamento, o IP (Internet Protocol) e os registros de acesso à conta de administração do portal.
A plataforma, intitulada A direita brasileira unida, monitora 1.521 agentes políticos em redes sociais e classifica-os como “Pediu voto”, “Falou”, “Não falou”, “Sem postar” e “Sem coleta”.
Segundo a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, o site opera “como central de produção, coordenação e distribuição de propaganda eleitoral em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro” às vésperas do segundo turno.
A coligação também destacou que o site não foi comunicado à Justiça eleitoral, sustenta o pedido, e estaria hospedado no exterior.
