Em dezembro de 2025, Clair Obscur: Expedition 33 perdeu dois prêmios no Indie Game Awards. O evento justificou a decisão por causa de texturas geradas por IA que chegaram à versão de lançamento. Em contrapartida, empresas como a Nvidia usam inteligência artificial para projetar as próprias GPUs que rodam esse e diversos outros jogos, mas sem pedidos de boicote por isso.
É um contraste que levanta uma pergunta: a comunidade gamer tem preconceito contra a IA ou não? A resposta se encontra na linha entre o aceitável e o inaceitável, em que é preciso olhar não apenas para os números, mas também para os casos em que a tecnologia foi bem recebida e para o que acontece nos bastidores da indústria de hardware.
O tamanho da rejeição à IA
O levantamento GDC 2026, com base nas respostas de mais de 2.300 profissionais do setor, analisou as opiniões deles sobre o uso de IA generativa. O resultado é pior que o do ano anterior, pelo menos referente ao uso de IA generativa.
Dos profissionais entrevistados, 52% deles acham que a IA generativa é prejudicial à indústria, enquanto o número do ano anterior era 30% e, dois anos antes, era 18%. As perspectivas mais negativas vêm, basicamente, de:
64% dos artistas visuais e técnicos.
63% dos profissionais de design e de narrativa.
59% dos programadores.
Quanto aos gamers, os números são ainda piores.
