No domingo escolheremos, pelo voto, um candidato à Presidência da República. Como numa redação da infância, esta frase tem um erro grave: na realidade o voto dirá se queremos eleger o candidato à Presidência da República ou uma ditadura.
Achou dramático? É trágico.
A escolha é entre Lula, com suas qualidades e seus defeitos, uns acharão maiores aquelas, outros maiores esses, e um projeto de poder familiar que expressa os mais sinistros desígnios da tirania. Mais que um projeto de extrema-direita, que poderia e deveria nos aterrorizar, o projeto de Bolsonaro (deixemos o prenome se definir, se esta maldição acontecer, nas brigas intestinas) é o de uma família com o desejo expresso de fazer um governo autocrata que governará com o crime organizado, com a absoluta falta de empatia pelos diferentes, pretos, pobres, mulheres, LGBT+, nordestinos, indígenas etc., com o ódio espumando nas bocas.
O que diferencia Flávio Bolsonaro de Jair Bolsonaro? Ambos são homens de parcas ideias. Profundamente mentirosos, inteiramente sem ética, não é pelo que dizem hoje que pode se saber o que pensam, mas pelo que disseram ou fizeram no passado. Ambos têm o culto da violência. Ambos têm profundo desprezo pela humanidade. Ambos são de uma misoginia irreprimível. Ambos são viciados no abuso, no estupro, na degradação das mulheres. Ambos vêm da cumplicidade com as milicias cariocas, origem da ocupação territorial de muitos bairros do Rio.
