Boutiques de luxo na França protegeram suas vitrines com tapumes e contrataram segurança privada para evitar danos durante os protestos deste sábado (24). Alguns estabelecimentos planejam permanecer fechados, após vândalos terem saqueado lojas por todo o país no último fim de semana.
A França, país mais visitado do mundo, atrai um grande número de consumidores estrangeiros em busca de bolsas da Chanel e lenços da Hermès, uma importante fonte de receita para marcas de luxo que enfrentam uma desaceleração na demanda.
No entanto, algumas lojas decidiram que manter as portas abertas seria arriscado demais após os distúrbios da semana passada, quando vândalos quebraram vitrines e saquearam centenas de estabelecimentos em Paris, Marselha e Bordeaux.
Uma revendedora da Rolex e uma loja da De Beers, próximas à Place Vendôme, em Paris, permanecerão fechadas neste sábado (24), segundo funcionários. Gerentes de outras lojas, incluindo a IWC, que pertence ao grupo Richemont, informaram que decidirão se fecharão mais cedo, dependendo da dimensão dos protestos.
Avisos nas vitrines, totalmente protegidas por tapumes, das lojas da Adidas e da Boss, na Champs-Élysées, informavam aos clientes que os estabelecimentos estariam fechados; funcionários das lojas do Swatch Group também relataram que encerrariam as atividades mais cedo.
Uma loja da Lacoste foi completamente cercada por grades metálicas após sofrer, segundo um funcionário, danos “enormes” na semana passada.
