O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (23) o pedido da coligação de Lula (PT) para tirar do ar o “Flaviômetro”, site que monitora nas redes sociais os políticos que apoiam Flávio Bolsonaro (PL). O ministro, porém, mandou apurar quem criou, mantém e financia a página.
Na decisão, ele afirmou que não há, até agora, elementos que liguem o site à campanha de Flávio, ao candidato ou ao PL.
Nunes Marques deu 48 horas para a Cloudflare, responsável pelo registro do domínio, entregar ao Tribunal dados cadastrais do titular, informações de pagamento, o IP (Internet Protocol) real do servidor e os registros de acesso à conta de administração desde 12 de outubro, quando o endereço foi registrado. As informações ficarão sob sigilo no processo.
Segundo o ministro, saber quem é o dono e quem paga pela ferramenta permitirá verificar se há vínculo com a campanha, gasto eleitoral não declarado ou financiamento por fonte proibida.
O site acompanha 1.521 políticos e indica quem citou Flávio nas redes, pediu voto ou ficou mais de dois dias sem mencioná-lo.
A coligação de Lula afirma que a página funciona como central de produção e distribuição de propaganda para o candidato do PL. Como indício, apresentou vídeo do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) dizendo ter conversado “com o pessoal da campanha do Flávio” sobre a ferramenta antes de ela ser divulgada.
