A Itália reforçou o esquema de segurança em Milão para conter possíveis novos episódios de violência durante as manifestações previstas para este sábado (24/10). Após os confrontos e saques registrados na semana passada, as autoridades ampliaram o policiamento, mobilizaram militares e intensificaram a vigilância em áreas consideradas estratégicas da cidade.
O plano de segurança prevê a presença de cerca de 1,8 mil agentes policiais, carabineiros e militares em Milão. Entre os reforços estão 500 soldados enviados pelo governo para apoiar as operações de vigilância em locais sensíveis, áreas comerciais e pontos de grande circulação.
A preocupação das autoridades aumentou após os distúrbios registrados nos dias 17 e 18 de outubro, quando grupos de jovens depredaram estabelecimentos comerciais, saquearam lojas e entraram em confronto com as forças de segurança. Os episódios ocorreram durante mobilizações motivadas por insatisfação com o custo de vida e pelas dificuldades econômicas enfrentadas por parte da população.
Reforço na segurança
Diante do risco de novos tumultos, comerciantes de Milão adotaram medidas preventivas para proteger os estabelecimentos. Algumas lojas instalaram placas de madeira nas vitrines, enquanto outras anunciaram fechamento antecipado ou suspensão temporária das atividades.
A região central, incluindo áreas próximas à Catedral de Milão e às principais ruas comerciais, recebeu reforço de policiais e militares.
