A França está em ebulição e enfrenta um acerto de contas político e econômico que soa perigosamente familiar para os americanos.
O país aproxima-se de uma crise fiscal, pois gastou mais do que tem condições de pagar.
A conta está chegando muito mais rápido do que se esperava, após uma disparada nas taxas dos títulos públicos nos últimos meses, um movimento impulsionado pela alta nos custos da energia.
Aumentar impostos e cortar gastos governamentais fazem parte de uma possível solução; contudo, seriam medidas politicamente impopulares, capazes de irritar ainda mais uma população que já se encontra profundamente indignada.
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Qualquer solução viável terá de superar obstáculos imensos em meio a uma batalha orçamentária incerta, dentro de um governo fortemente dividido.
Isso lhe soa familiar?
Um número crescente de países enfrenta dificuldades semelhantes às da França, em particular, o Reino Unido, onde o rápido aumento da dívida, a elevação dos custos para financiá-la e a falta de vontade política para tomar as decisões difíceis necessárias para resolver o problema compõem o cenário atual da economia ocidental.
Isso inclui os Estados Unidos.
Contudo, as semelhanças podem ser superficiais.
A tensão financeira na França é particularmente aguda.
