O mercado brasileiro de games tem uma história peculiar, marcada por consoles exclusivos, lançamentos atrasados e a pirataria como tema frequente. Para além de tudo isso, algumas fabricantes hoje esquecidas ou pouco lembradas são tão ou até mais nostálgicas do que as gigantes para mais de uma geração.
É o caso da Dynacom, marca nacional que conquistou uma fatia relevante do mercado com ideias arriscadas, apesar de seguir a mesma tendência de rivais, e marcou época principalmente pela linha Dynavision.
Porém, esse nome não é mais mencionado na indústria e novas gerações de jogadores já não sabem da importância desses aparelhos para quem não tinha acesso aos consoles de Atari ou Nintendo. A seguir, conheça ou relembre o que aconteceu com a companhia, que sobreviveu a toda uma fase da indústria para se tornar vítima de outras tendências.
Uma referência no mercado de games
A empresa Dynacom nasce por volta de 1981 em São Paulo, fruto da parceria entre Jerry Mayo e Gabriel Almog. Jerry era o lado comercial da empresa, enquanto o Gabriel era mais voltado para a engenharia. Ele foi gerente na CCE, uma marca nacional de bastante sucesso em equipamentos de som, antes de ter o próprio empreendimento.
No início, ela fazia projetos e fabricava produtos eletrônicos de menor complexidade, como um bloqueador de chamadas telefônicas, mas por volta de 1981 entrou no setor de games.
