RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um debate marcado por ataques pessoais, acusações e divergências sobre propostas de governo na noite desta sexta-feira (23). O encontro, promovido pela TV Globo, foi o último confronto entre os candidatos antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).
Durante o debate, os presidenciáveis discutiram endividamento das famílias, salário mínimo, aposentadorias, investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), educação, segurança pública e infraestrutura.
A troca de acusações ganhou destaque quando Flávio chamou Lula de "nove dedos" e o presidente respondeu classificando o adversário como "miliciano". Os candidatos também confrontaram versões sobre o Banco Master e a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O encontro ocorreu nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli e transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1.
Lula e Flávio Bolsonaro trocam ofensas
Um dos momentos de maior tensão ocorreu durante a discussão sobre salário mínimo e carga tributária.
Flávio Bolsonaro criticou a política econômica do governo e fez referência à deficiência física do presidente ao afirmar que Lula concedia reajustes salariais, mas retirava recursos da população por meio de impostos.
Lula reagiu no segundo bloco, lembrou que perdeu um dedo em um acidente de trabalho aos 17 anos e chamou o adversário de miliciano.
