A Embrapa Soja (PR) e a Itaipu Binacional juntaram drones, softwares de modelagem e dados sobre disponibilidade de água no solo para indicar melhores práticas de conservação dos solos do Paraná. Com uma abordagem baseada em geotecnologias, as instituições procuraram diagnosticar a eficiência dos terraços,estruturas que controlam a erosão e auxiliam na infiltração de água, e propor intervenções práticas.
Resultados da aplicação da metodologia na bacia hidrográfica do município de Toledo, a oeste do Estado, mostraram que a erosão foi reduzida e a capacidade de armazenamento de água, triplicada.
“Nosso foco é aprimorar o dimensionamento do sistema de terraceamento, a partir da integração da taxa de infiltração, dos modelos digitais de elevação e de Sistemas de Informação Geográfica (SIGs), visando reduzir os impactos da erosão hídrica promovida por eventos extremos de chuva no Paraná”, afirma o pesquisador da Embrapa Júlio Franchini.
Os terraços são estruturas conservacionistas milenares usadas para o ordenamento do fluxo de água. São, por isso, indispensáveis para combater a erosão, mesmo no sistema de plantio direto.
A eficiência de um terraço é tradicionalmente medida por sua altura e largura (geometria). De acordo com o pesquisador, o método tem se mostrado insuficiente para garantir a proteção do solo perante eventos climáticos extremos.
