O presidente exerce o comando supremo das Forças Armadas, mas isso não significa que possa declarar guerra livremente sem participação do Congresso Nacional.
A Constituição determina que cabe ao presidente declarar guerra no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso ou por ele referendado quando a agressão ocorrer durante o recesso parlamentar.
O chefe do Executivo também pode celebrar a paz, mas novamente com autorização ou referendo do Congresso.
O tema faz parte das competências mais sensíveis da Presidência e mostra como decisões de Estado são compartilhadas entre Executivo e Legislativo.
Na eleição de 2026, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam visões diferentes sobre política externa e defesa, mas ambos estarão submetidos ao mesmo desenho constitucional se chegarem ao Planalto.
O presidente conduz a diplomacia e a Defesa, porém decisões extremas como guerra e paz não são tratadas como atos pessoais do ocupante do cargo.
