Agradeça a Lula, Flávio Bolsonaro, por ele não ter contado no debate da TV Globo detalhes picantes do que você fez em 17 de julho de 2020, uma data para jamais ser esquecida. Justo naquele dia, quando o Brasil vivia um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, registrando 1.163 novas mortes em 24 horas, você foi passear de lancha no lago Paranoá acompanhado de dois empresários e de três garotas de programa. Um deles, ao cabo do passeio, presenteou-o com um relógio dourado da marca Rolex.
Culpe a si mesmo, Flávio, e a mais ninguém, por ter protagonizado os dois episódios mais vexaminosos do debate e que poderão lhe custar votos preciosos para se eleger amanhã presidente do Brasil.
O mais grave deles foi ao abordar o caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta por um tiro de fuzil disparado à queima-roupa por um policial militar do Rio de Janeiro que você defende como advogado sem lhe cobrar um tostão. Você chamou a mãe dela, presente ao debate, pelo nome de Ana Clara, ouvindo-a replicar: “Minha filha morreu”.
