Volodymyr Zelensky disse à CNN, na quinta-feira (22), que não há “nada de pessoal” por trás de seu recente distanciamento do presidente Donald Trump.
Infelizmente para o presidente da Ucrânia em tempos de guerra, nada poderia estar mais longe da verdade.
Tudo o que diz respeito à presidência de Trump é pessoal.
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Trump substituiu os valores que orientaram presidentes modernos anteriores, que consolidaram a democracia e enfrentaram tiranos, pelos seus próprios valores: a ostentação de domínio, a aproximação com líderes autoritários e a busca por negócios altamente lucrativos.
O resultado é que Zelensky se depara agora com uma das questões mais críticas, e difíceis de acreditar, sobre a guerra: será que o destino da Ucrânia depende, hoje, não apenas da sua capacidade de repelir a agressão russa, mas também da possibilidade de que os Estados Unidos tenham passado para o lado de Moscou?
Trump não esconde sua aversão pessoal por Zelensky, que, sem culpa própria, acabou contribuindo para desencadear o primeiro processo de impeachment contra ele.
Portanto, não é de surpreender que Trump tenha adotado a exigência da Rússia de que a Ucrânia tenha um novo presidente.
