A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por grandes mudanças depois que o petista terminou o 1º turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Uma das mais visíveis foi a redução de poder do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva.
O dirigente segue na coordenação geral, mas assistiu à ascensão de caciques do Nordeste no comando da campanha: o senador Camilo Santana (PT-CE) assumiu a articulação nacional, o senador eleito Rui Costa (PT-BA) passou a integrar as agendas e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), com a comunicação.
Há quem cogite antecipar eleições internas do partido, a depender do resultado da disputa presidencial. O mandato de Edinho vai até 2029.
A campanha ficou mais descentralizada. Líderes mais velhos do partido têm perdido espaço e serão alvos das críticas numa eventual derrota do petista.
COMUNICAÇÃO
Também houve mudanças significativas na comunicação. Lula adotou uma linguagem mais moderna nas redes sociais e passou a gravar mais vídeos, incluindo o formato selfie. Deputados eleitos da ala jovem da esquerda também contribuíram.
O marqueteiro Sidônio Palmeira se licenciou da Secom (Secretaria de Comunicação) para se dedicar à campanha. Recebeu críticas de petistas pela comunicação “morna” no 1º turno.
Foi responsabilizado pelo desempenho de Lula abaixo do esperado no debate da Band. Reforços para a comunicação vieram dos Estados.
