Para boa parte das empresas, o fim de outubro abre a temporada de orçamento. Nas próximas semanas, muitos diretores jurídicos vão sentar com o financeiro para defender o custo do ano que vem e ouvir a pergunta de sempre: por que o jurídico custa o que custa? A pergunta é a mesma, mas a resposta aceita mudou. Quem ainda se apoia apenas no número de processos e na taxa de êxito terá cada vez mais dificuldade para justificar o orçamento que apresenta.
Na próxima terça-feira, dia 27, começa em São Paulo a Fenalaw, encontro de gestão e inovação jurídica que, segundo a organização, reuniu mais de 15 mil participantes em 2025. A grade deste ano antecipa boa parte das cobranças que devem chegar à mesa dos diretores jurídicos em 2027.
O contencioso de massa se decide no dado
Em carteiras de consumo, cada nova ação conta uma história sobre o produto, o atendimento ou a comunicação da empresa. Uma mudança no prazo de cancelamento comunicada apenas por aviso no aplicativo, por exemplo, pode reaparecer meses depois em centenas de ações com a mesma causa de pedir. O dado estava disponível antes. Faltou chegar a quem decidia. O diretor jurídico que leva esse dado à área de negócio antes da decisão, e não depois dela, ganha lugar na mesa em que o prejuízo ainda pode ser evitado.
O mesmo dado sustenta a defesa.
