Respirar ar rarefeito -como o encontrado no topo de grandes montanhas- costuma ser desgastante para o organismo. Mas um estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista mostrou que a exposição controlada e em pequenos intervalos ao ar com baixa oxigenação é segura, não prejudica o sono e pode modular hormônios e marcadores associados à inflamação em pessoas com doença de Parkinson.
Os resultados preliminares abrem caminho para investigações mais aprofundadas sobre o uso da técnica como terapia complementar para a condição.
Chamada cientificamente de hipóxia intermitente, a abordagem busca estimular respostas adaptativas do corpo sem sobrecarregá-lo.
“Os resultados iniciais indicam que a técnica ativa mecanismos de proteção que podem beneficiar pessoas com Parkinson de modo seguro, sem causar efeitos adversos. Isso é importante, pois nos permite realizar investigações com um maior número de voluntários e também com protocolos de longo prazo, que avaliem os efeitos de sessões repetidas”, afirma Fabio Barbieri, coordenador do Laboratório de Pesquisa em Movimento Humano e do projeto de extensão Ativa Parkinson na Unesp de Bauru, que liderou a investigação.
Estima-se que 11 milhões de pessoas no mundo tenham a doença de Parkinson.
