O candidato Flávio Bolsonaro (PL) conseguiu formar uma frente de direita para o segundo turno no proximo domingo (25) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega sem conseguir crescer a frente ampla que construiu nas eleições de 2022, segundo especialistas ouvidos pela CNN.
A avaliação é que o petista não conquistou novos apoios de adversários históricos ou figuras políticas com pensamento heterogêneo, como aconteceu há quatro anos, quando foi apoiado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Armínio Fraga, ex-presidente do BC (Banco Central).
No segundo turno de 2022, Lula também recebeu apoio de Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno, e teve como vice na chapa Geraldo Alckmin (PSB).
“Em 2026, vimos Lula tentar reeditar essa frente ampla, e eu nem digo que ele não conseguiu, porque os atores que estavam em 2022, em parte, também estão agora. É o caso da Tebet. Mas em termos retóricos e simbólicos, a frente hoje não tem o mesmo peso”, explica a cientista política Mariana Chaise, pesquisadora do CESOP (Centro de Estudos de Opinião Pública).
Um dos motivos apontados para esta diminuição de força, além da ausência de novas figuras, é o fato de Lula estar à frente da Presidência da República.
Diferentemente de 2022, quando ter Alckmin como vice era um símbolo em prol da democracia, agora presidente e vice têm a missão de referendar o que o governo conseguiu entregar e quais são as perspectivas para uma próxima gestão.
