Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) e as propostas dos candidatos para o agro
Vittor Sales / Ricardo Stuckert
A prestação de contas, ainda parcial, registrada pelas campanhas dos candidatos à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os maiores doadores individuais de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são pessoas ligadas ao agronegócio.
⚖️ A legislação eleitoral proíbe doações de pessoas jurídicas, como empresas, a campanhas eleitorais. As contribuições de pessoas físicas são permitidas, dentro dos limites legais.
No topo do ranking de doadores da campanha de Lula está Erasmo Carlos Battistella, que contribuiu, até o momento, com R$ 500 mil. O empresário é CEO da Be8, produtora de biodiesel, e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo federal, o "Conselhão".
O empresário doou a mesma quantia à campanha de Flávio Bolsonaro, cujo primeiro lugar na lista de doadores é ocupado por outro nome do agro, Eloi Vitório Marchett, empresário ligado ao setor de soja. Marchett doou, até o momento, R$ 2 milhões ao senador do PL.
🔎 O levantamento do g1 com o ranking dos doadores é parcial. O prazo para a prestação de contas por parte das campanhas que foram ao segundo turno termina em 14 de novembro.
O agronegócio responde por cerca de 25% do PIB brasileiro e é um dos principais motores da economia do país. As demandas do setor vão da produção rural à indústria e à exportação.
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