Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) divergem nas estratégias para engajar os eleitores e levá-los às urnas. Análises dos recursos empenhados pelos candidatos na campanha mostram que o candidato do PL focou nas mídias digitais, enquanto o petista pulverizou a verba entre o ambiente virtual, atos de rua e materiais impressos.
Levantamento do Metrópoles com base no ranking de despesas dos candidatos evidencia esse contraste: entre os 10 maiores contratos da campanha do PL, não há registros voltados à confecção de materiais impressos (como panfletos e santinhos) ou à logística tradicional de comícios.
Por outro lado, a divisão de verbas na campanha de Lula busca atender tanto ao apelo por maior presença digital quanto ao modelo tradicional de mobilização de militância em atos de rua.
O foco dos gastos do candidato do Partido Liberal (PL) reflete a familiaridade de Flávio com o ambiente virtual, terreno em que a direita tradicionalmente mantém alta taxa de engajamento.
A esquerda e o presidente Lula, por outro lado, são criticados pela resistência em migrar para o ambiente virtual. O então presidente e candidato à reeleição sequer tinha um telefone celular.
Somente após ficar atrás de Flávio no 1º turno das eleições, Lula foi convencido a mudar o foco da campanha, adotando uma nova estratégia focada no virtual em busca reverter o resultado da primeira etapa do pleito.
