Entre o primeiro e o segundo turno das Eleições de 2026, a importância da comunicação digital na disputa político ficou evidenciada por canais de WhatsApp que organizaram a militância dos candidatos à Presidência que foram ao segundo turno - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Dois deputados mineiros foram protagonistas dos canais - André Janones (Rede-MG), pelo lado lulista, criou o “Exército do Lula”, e Nikolas Ferreira (PL-MG), pelo bolsonarista, fez a “Tropa do Flávio”.
Exército do Lula
O canal “Exército do Lula” foi criado em abril deste ano pelo deputado André Janones, e é coordenado pelo mineiro. O crescimento no número de seguidores, porém, ocorreu após o resultado do 1° turno, em que Flávio terminou à frente de Lula.
Atualmente, o canal conta com mais de 10 milhões de seguidores.
A iniciativa de Janones foi alvo de indas e vindas na Justiça eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro alegou ao TSE, em 10 de outubro, que o canal “Exército do Lula” era irregular e que compartilhava desinformações sobre a candidatura do bolsonarista.
O caso caiu para o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que deu um prazo de 72 para que Flávio prestasse detalhes das acusações e de cinco dias para que a campanha lulista se defendesse.
Antes do prazo acabar, porém, o ministro Kássio Nunes Marques, em um processo distinto, determinou a derrubada do canal, a pedido da campanha de Flávio.
