Às vésperas da decisão do segundo turno para a Presidência da República, investidores passaram a buscar mais proteção contra a esperada oscilação na bolsa brasileira a partir da próxima semana.
O cenário reflete a indefinição do resultado das urnas expresso pelas mais recentes pesquisas, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Analistas ouvidos pelo CNN Money reforçam que o movimento não é um sinal de descrença na vitória de Flávio - que tem o maior apoio da Faria Lima pela expectativa de mudança de rota da política fiscal -, mas uma espécie de “seguro” ante o quadro de forte volatilidade.
Este movimento se mostra claro nas opções de EWZ, o principal fundo que replica ativos do Ibovespa em Wall Street.
Os investidores têm opções de contratos de compra (call) - quando esperam uma alta do mercado -, ou de venda (put), o oposto, ou seja, uma expectativa de desvalorização.
Uma das principais formas de compreender estes dados é pela ótica da razão put/call - que compara a quantidade de posições em aberto, explica Beto Saadia, economista-chefe da Nomus.
No início de outubro - antes do pleito - a razão estava ao redor de 0,31. Já nesta semana, o indicador saltou para 0,40. Ou seja, a razão subiu por mais posições abertas de puts - quando o mercado espera queda - do que call.
