De carreatas digitais a mobilizações musicais, a disputa entre os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) envolveu jovens da geração Z. Online e offline, os eleitores entre 16 e 30 anos de idade criaram novas formas de engajamento que marcaram as duas campanhas.
Algumas dessas iniciativas foram adotadas por apoiadores dos dois candidatos, como:
Mobilizações em universidades
Carreatas no Roblox
Outras, embora não sejam exclusivas de um dos lados, se destacaram em campanhas específicas. Do lado de Flávio, por exemplo, foram ações como:
Paródias de funk
'Bloquinho do 22'
Entre os eleitores jovens de Lula, há outros exemplos:
Envolvimento de fandoms de artistas
Adesivos com estética jovem e referências pop
Roblox, fandoms e bloquinho: como a geração Z entrou na disputa entre Flávio e Lula
Montagem/g1
Essas iniciativas refletem uma aproximação maior entre a política e o entretenimento, especialmente nas redes sociais, diz Issaaf Karhawi, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pesquisadora da cultura dos influenciadores digitais.
Segundo ela, estes novos formatos ajudam a levar o debate político às novas gerações.
"Isso também é fazer comunicação política, reconhecer que há diferentes gerações e que é preciso conversar com cada uma delas por vários meios", afirma.
Roblox, fandoms e bloquinho: como a geração Z entrou na disputa entre Flávio e Lula
