Em busca de uma virada inédita contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca reverter uma tendência de alternância de poder no continente americano.
Em 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro, foi a primeira vez um presidente disputou e não venceu a reeleição no Brasil. Desde então a alternância de poder se tornou uma tendência no continente.
Nas últimas 17 eleições democráticas nos países do continente americano, apenas 6 delas (35%) tiveram presidente reeleito ou que elegeu o sucessor, enquanto em 11 disputas (65%) houve alternância de poder.
Além do Brasil, a oposição ao atual governo venceu, por exemplo, na Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Chile e Colômbia. Países como Paraguai, México e Canadá, por outro lado, deram continuidade aos governistas.
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No recorte feito apenas em países onde a reeleição é possível, a alternância de poder segue como uma tendência.
Em sete disputas, apenas três delas (43%), República Dominicana, Equador e Canadá, acabaram com os incumbentes reeleitos. Nas outras quatro (57%), Brasil, Argentina, Estados Unidos e Honduras, o atual governante foi derrotado.
Amâncio Jorge de Oliveira, professor titular do Instituto de Relações Internacionais da USP, avalia que há uma tendência natural de mudança, mas também enxerga uma guinada à direita, principalmente na América Latina.
"Tem duas camadas, dois movimentos.
Lula busca virada no 2º turno contra Flávio Bolsonaro e tenta reverter tendência de alternância de poder nas Américas
