A Justiça Eleitoral recebeu, neste ano, mais de 100 mil processos relacionados às eleições, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A conta inclui, por exemplo, a disputa judicial das campanhas presidenciais sobre propaganda eleitoral nas redes sociais.
O número total, no entanto, ainda está abaixo da quantidade registrada em 2022, quando foram movidos cerca de 185 mil processos. Os dados daquele ano, porém, já consideram ações abertas após o pleito, o que não está contabilizado ainda nos dados de 2026.
O volume de ações neste ano atingiu o pico em setembro, quando mais de 52 mil processos foram abertos, configurando mais que o dobro dos 25,7 mil registrados em agosto. Em outubro, até o momento, foram cerca de 13 mil novas autuações.
A maior parte dos processos está relacionada à prestação de contas eleitorais e a notícias de irregularidades na propaganda eleitoral.
Entre os tribunais regionais, o de São Paulo (TRE-SP) concentra o maior número de processos em tramitação, superando inclusive o TSE, que julga questões relacionadas às candidaturas à Presidência da República e recebe recursos de decisões tomadas pelos tribunais eleitorais de todo o país.
Do total de processos autuados em toda a Justiça Eleitoral, cerca de 70 mil são classificados como processos “com decisão”. A categoria reúne casos em que um juiz já proferiu algum ato que resolveu, total ou parcialmente, o mérito da controvérsia ou uma questão processual.
