“Apesar de muitas evoluções, eu, assim como muitas mulheres, fui exposta a desencorajamento sistemático, invalidação e discursos protetores como ‘não vai, é perigoso demais pra uma mulher'”, conta Tamara Klink sobre algumas das dificuldades enfrentadas para realizar o sonho de navegar sozinha, “em solitário”. As aventuras no mar trouxeram importantes lições sobre determinação, coragem, gestão de riscos, mudanças ambientais e inteligência emocional; e é esse conhecimento que a velejadora e escritora compartilhará com os brasilienses em 2 de dezembro.
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“Para o mar, não importa se somos homem ou mulher, novos ou velhos, se estamos sós ou acompanhados. O mar era sempre indiferente a mim”, afirma. “No fim, o mar acaba expondo homens e mulheres a riscos muito parecidos, pois diante do mar não importa a nossa força física, não importa a nossa estatura, não importa qual é o nosso gênero: as condições vão ser as mesmas.”
Primeira mulher registrada a invernar sozinha no mar congelado do Ártico e a pessoa mais jovem da América Latina a fazer a Passagem Noroeste - rota marítima que conecta o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico - em travessia solitária, Tamara Klink estará em Brasília, em mais uma edição do Metrópoles Talks, para compartilhar os aprendizados no encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado”.
