Em fevereiro de 2021, a cantora Karol Conká foi eliminada do Big Brother Brasil 21 com 99,17% dos votos, recorde histórico do reality. Após deixar o programa, a artista relatou que familiares passaram a receber ameaças. Em julho deste ano, Viih Tube e Eliezer, também ex-BBBs, viraram alvos do Ministério Público do Trabalho (MPT) após promoverem uma competição entre empregados domésticos. Três meses depois da repercussão negativa, a influenciadora anunciou um curso para criadores de conteúdo.
Os dois casos de cancelamento ocorreram com cinco anos de diferença, período em que as redes sociais passaram por grandes transformações. Se, por um lado, as mobilizações coletivas contra influenciadores e artistas se tornaram mais comuns, por outro, esses episódios tendem a ser cada vez mais passageiros e causar menos danos, como apontam especialistas.
“Isso não significa que o cancelamento perdeu força, mas que ele passou a operar de maneira mais fragmentada, acelerada e diretamente articulada a perfis de fofoca, influenciadores, fandoms [fã-clubes] e outros agentes que transformam controvérsia em engajamento”, explica Carol Govari, doutora em comunicação que se debruçou na pesquisa sobre o tema.
Mais e mais rápido
Apesar das críticas e do acordo firmado com o MPT para tirar do ar o reality show As Patroas, no qual empregados domésticos competiam por dinheiro e folgas, Viih Tube e Eliezer não sofreram perdas mais expressivas.
