A pesquisa Brasil Coração Saudável, organizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), trouxe à tona dados preocupantes sobre a pressão arterial de crianças e adolescentes. Realizado entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026, o levantamento avaliou 6.092 estudantes de 38 escolas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo e identificou que 28,3% apresentaram pressão arterial na faixa de hipertensão. Outros 11,6% foram classificados com pré-hipertensão.
Para entender os riscos e as medidas de prevenção relacionados à hipertensão infantil, a coluna Claudia Meireles ouviu o cardiologista Fabrício da Silva, da Amplexus Assessoria de Saúde. Segundo ele, os dados chamam a atenção para a importância de acompanhar a saúde cardiovascular desde os primeiros anos de vida.
Cardiologista aponta medidas para evitar o desenvolvimento de pressão alta em crianças
Buscando reduzir as chances de desenvolvimento da doença, o especialista reforça a importância de identificar precocemente possíveis alterações e manter o acompanhamento adequado.
“A hipertensão na infância não deve ser subestimada. Muitas vezes, a criança não apresenta sintomas evidentes, e a alteração pode passar despercebida se não houver acompanhamento regular. A aferição adequada da pressão arterial durante as consultas é uma medida importante para identificar precocemente possíveis problemas e definir a necessidade de investigação”, destaca o cardiologista.
