Durante mais de uma década, Ivo Rockenbach, 58 anos, passou por cerca de 15 tratamentos para a depressão, sem conseguir uma melhora duradoura.A doença prejudicava o trabalho, afastava o convívio social e tornava decisões cotidianas, como escolher uma roupa, difíceis. Em 2024, o diagnóstico de depressão resistente ao tratamento levou a uma mudança na abordagem e ao início da recuperação.
Hoje aposentado, Ivo voltou a conversar, participar de encontros e se dedicar à restauração de uma motocicleta antiga. O projeto estava parado desde 2017 e chegou a ser considerado para venda, porque ele não conseguia continuar o trabalho. “Hoje posso dizer com convicção: temos novamente uma vida!”, afirma.
Os primeiros sinais da depressão eram confundidos com timidez
Desde a infância, Ivo tinha dificuldade para se relacionar e praticamente não estabelecia amizades. Seus pais chegaram a procurar acompanhamento psicológico, mas não houve um diagnóstico conclusivo naquele período.
“Sempre achei que meu problema era apenas timidez. Meus pais chegaram a me levar a psicólogos, mas não houve um diagnóstico e a gente entendeu que era parte da minha personalidade”, conta.
Ao entrar na vida profissional, imaginou que as dificuldades de interação ficariam para trás, mas o isolamento continuou. Entre 2009 e 2010, a morte da mãe intensificou a tristeza e o desânimo, levando-o a buscar ajuda.
