Definir horários para consumir conteúdos, manter rotina de sono e exercícios e impor limites em discussões políticas estão entre as principais estratégias para lidar com a ansiedade no período eleitoral. Quando a crise já está instalada, a recomendação é acalmar o corpo antes de tentar organizar os pensamentos.
Para a psicóloga clínica Aline Sampaio, o excesso de informação, sobretudo negativa, pode manter a pessoa em estado de alerta constante. Porém, a saída não é a alienação. Segundo a psicóloga, estar informado não significa precisar consumir conteúdo o tempo inteiro.
Aline sugere escolher fontes confiáveis, reservar momentos específicos para se atualizar e questionar o que se consome. “É importante se perguntar: qual é o valor desta informação na minha vida? Como ela me nutre? O que desperta em mim?”, orienta.
Já a psiquiatra Carolina Guedes recomenda evitar muitos conteúdos na primeira hora da manhã e na última da noite. Segundo ela, o fluxo contínuo de informação mantém a amígdala, região cerebral ligada ao medo, em alerta permanente. A médica também aconselha evitar conteúdos que geram indignação sem abrir possibilidade de ação.
O que fazer em momentos de crise
Em uma crise, com taquicardia, falta de ar e sensação de catástrofe iminente, a resposta deve ser fisiológica, e não racional. Carolina orienta que tentar “pensar direito” no meio de uma crise de ansiedade não funciona.
