Todos querem saber quem venceu o debate. A resposta, para mim inequívoca, é esta: Lula. Pergunta a pergunta, deu as melhores respostas quando os temas eram específicos.
Foi Flávio a fazer um mea-culpa por seu voto contra a ampliação do tempo da licença-maternidade; foi Flávio a ter de confessar que estava errado sobre o Bolsa Família; foi Flávio a ter de se desculpar por ter chamado seu oponente de “Nove Dedos”, um epíteto infame que circula nas redes sociais para se referir ao petista.
O presidente, por seu turno, não teve de se pedir desculpa por nada. A cada resposta, bloco a bloco, exceção feita ao último, o dos 16 minutos, oito para cada candidato, o filho de Bolsonaro foi, como se diz, “jantado” por seu adversário. E a razão é simples: o formato obrigava o candidato do PL a ser técnico; a deixar de lado a baixaria; a não incorrer na acusação vazia. Ficou evidente que ele não tinha noção exata do que falava.
Lula teve uma ligeira desvantagem, nada de grave, no último bloco, o do embate livre. A rigor, poderia ter sido até o mais fácil para ele. Falar à distância do evento, no conforto do sofá, é um tanto coisa de engenheiro de obra pronta. Eu mesmo não revejo meus programas porque sempre me ocorrem ideias melhores do que aquelas que articulei na hora, ao vivo, sem ponto.
