O candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira (23) que reverter a autonomia do Banco Central não será uma prioridade do seu eventual governo. A declaração foi dada à jornalista Renata Lo Prete após o debate da Globo entre os candidatos à presidência Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
"Eu quero que o Banco Central baixe os juros. Eu já fui presidente com Meirelles por oito anos. Não tinha independência, não troquei o Meirelles", afirmou.
O presidente também afirmou confiar no atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e relacionou o patamar dos juros ao cenário econômico internacional. "É um bom presidente do Banco Central, é muito inteligente e eu tenho certeza de que ele vai normalizar as coisas", afirmou.
Lula acrescentou que espera uma redução dos juros nos próximos anos. "Eu acho que logo, logo a gente vai ter a taxa de juros ideal para que o Brasil volte a crescer", disse.
O candidato ainda mencionou os efeitos dos conflitos internacionais sobre o custo de vida e afirmou que o governo tem adotado medidas para conter os preços dos combustíveis. "Aqui no Brasil, nós estamos pagando um preço muito alto, que é subsidiar o óleo diesel e a gasolina para não deixar que o preço da guerra chegue no prato das pessoas", declarou.
Na entrevista, Lula também criticou Flávio Bolsonaro e acusou o adversário de mentir ao longo do debate. "Eu já participei de muitos debates, eu já vi muita gente contar mentira.
Em entrevista após debate, Lula diz que mudar autonomia do Banco Central não será prioridade do seu governo; 'Quero que baixe os juros'
