Chegamos na reta final da campanha eleitoral com uma disputa bastante apertada.
O presidente Lula (PT) fez algumas movimentações importantes tentando encurtar a vantagem que Flávio Bolsonaro (PL) teve no primeiro turno: intensificou pacote de medidas, fez mobilizações de rua e se fez presente nas mídias sociais.
Mas o que vemos nas pesquisas é que isso aparentemente não foi suficiente.
Flávio chega nessa reta final com um leve favoritismo em relação ao presidente Lula. E seja lá quem vai ganhar a eleição, vai ter desafios importantes pela frente.
Esse desafio começa, sem dúvida nenhuma, com a questão fiscal.
Existem pontos importantes que o próximo presidente precisa enfrentar: perda de arrecadação das bets, o gasto social que houve nos últimos dias, promessas de campanha… Tudo isso exige recursos, e as contas do país já estão em uma situação de bastante fragilidade.
Outro desafio é a construção de uma base parlamentar sólida que dê condições de governabilidade e de avançar nessa agenda, que é difícil.
Aparentemente, Flávio Bolsonaro, pelo perfil do Congresso Nacional, deve ter uma facilidade maior para construir essa base. Seu partido, o PL, elegeu as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Para o presidente Lula, talvez essa governabilidade seja um pouco mais desafiadora e difícil.
Há também o ponto da popularidade, com lua de mel que geralmente todo presidente eleito tem com a população.
