O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) divergiram sobre o endividamento dos brasileiros e os gastos públicos durante o último debate presidencial antes do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo. Enquanto Lula defendeu os programas de renegociação de dívidas de seu governo, Flávio acusou o adversário de ampliar despesas para tentar garantir a reeleição.
Ao questionar Lula, Flávio criticou o aumento do custo de vida e retomou a promessa de campanha do petista de ampliar o acesso da população a alimentos como a picanha.
“O meu concorrente prometeu picanha, entregou abóbora”, afirmou o senador. “Lula, você está achando a comida barata para o povo brasileiro que está endividado?”, questionou.
Em resposta, Lula reconheceu a gravidade do endividamento das famílias e defendeu as iniciativas adotadas pelo governo para facilitar a renegociação de débitos.
“O endividamento da sociedade brasileira é uma coisa muito séria”, afirmou. “Nós vamos resolver o problema da dívida do povo, porque queremos que o povo volte a consumir e a ganhar um pouco de dinheiro.”
Na réplica, Flávio acusou o governo de não conseguir reduzir o endividamento da população, apesar das sucessivas iniciativas de renegociação. Segundo o senador, mais de 80 milhões de brasileiros estão com contas em atraso.
“O brasileiro antes parcelava um fogão, parcelava um micro-ondas, parcelava a geladeira. Agora parcela o que tem dentro da geladeira”, declarou.
