A eleição de domingo (25) definirá mais do que o próximo presidente da República. Também determinará quem poderá indicar novos ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF). As nomeações podem influenciar a composição da Corte por décadas e, por isso, os eleitores têm razão ao cobrar dos candidatos posições claras sobre os limites e a atuação do tribunal.
O resultado do primeiro turno deu uma carimbada histórica no Congresso, com a eleição de parlamentares que defendem impor limites severos aos ministros do STF. A atuação da Corte se tornou uma preocupação de todos nós. As decisões tomadas “em defesa da democracia” ultrapassaram os limites do Judiciário e restringiram direitos. É um abuso que exige ação à altura de todas as aberrações praticadas até aqui.
Naturalmente, muitos têm colocado na mira pública apenas um togado supremo, mas a atuação do Supremo também conta com nomes como Dias Toffoli, que não pode ser esquecido de maneira nenhuma. Em 2007, Marcelo Odebrecht perguntou a executivos da empresa se haviam fechado negócio com o “amigo do amigo do meu pai”. Anos depois, afirmou à Polícia Federal (PF) que o apelido se referia a Toffoli, então advogado-geral da União, e que a conversa tratava de assuntos ligados às hidrelétricas do Rio Madeira. A mensagem não prova pagamento de propina nem interferência nas obras, mas registra, segundo o próprio Odebrecht, tratativas entre a empresa e a AGU sobre temas de interesse da empreiteira.
