O Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedindo investigação sobre a conduta da Polícia Militar (PM) durante um ato pró-Lula (PT) no dia 18 de outubro, no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital.
O requerimento foi enviado após uma denúncia no canal do MPF que apontou para a ocorrência de uso abusivo da força por policiais contra os manifestantes.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram agentes apontando armas para o público. Em seguida, é possível ouvir um estrondo e um grito anunciando que houve emprego de gás lacrimogêneo para dispersar os presentes no local.
No ofício, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Paulo Thadeu Gomes da Silva, pede ao MPSP a instauração de inquérito civil e/ou procedimento investigatório criminal (PIC) para apurar a responsabilidade disciplinar, civil e criminal dos agentes envolvidos na operação.
No documento, ele destaca que o dever constitucional da Polícia Militar e do Estado é garantir a segurança e a integridade física dos manifestantes, permitindo o pleno exercício da liberdade política.
O MPF solicitou ao Ministério Público estadual que requisite junto ao Comando-Geral da Polícia Militar e à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) a identificação completa da escala de serviço, dos oficiais responsáveis pelo comando do policiamento no local e no horário do evento, bem como os relatórios de uso de munição não letal e agentes químicos.
