Em 1869, enquanto o deão Arthur Penrhyn Stanley retornava de uma viagem à Itália, operários que realizavam escavações na lendária Abadia de Westminster, no coração de Londres, na Inglaterra, depararam-se com um impressionante sarcófago de calcário.
O achado ocorreu em solo britânico, mas a estrutura era um antigo artefato esculpido séculos antes, durante a ocupação romana na Grã-Bretanha. A descoberta deu início a um enigma histórico: como o corpo enterrado em uma tumba pagã da Roma Antiga acabou sob o piso de um templo cristão medieval em plena capital inglesa?
O caixão de pedra trazia uma dedicatória em latim a um romano chamado Valerius Amandinus, feita por seus filhos entre os séculos II e V d.C. (provavelmente no período constantiniano, no início do século IV). No entanto, sua tampa exibia uma modificação feita centenas de anos depois: uma grande cruz cristã entalhada.
No interior da tumba, acompanhando fragmentos de tijolos romanos, repousava apenas o esqueleto, sem pertences que revelassem de imediato quem era aquele indivíduo.
O veredito do esqueleto: quem era a figura importante?
Após mais de 150 anos de dúvidas, a solução do mistério foi apresentada pelo arqueólogo e historiador Warwick Rodwell no Journal of the British Archaeological Association.
A nova avaliação osteológica realizada pelo especialista James Langthorne revelou que o esqueleto pertenceu a um homem com cerca de 1,75 m de altura e idade estimada entre 35 e 49 anos no momento da morte.
