As eleições de 2026 entrarão para a história como um marco na relação entre a mobilização nas redes sociais e sua tradução para as ruas. Essa é a avaliação do cientista político Rafael Cortez, que vê a disputa como paradigmática.
“Quando os historiadores olharem para trás, verão a disputa de 2026 no Brasil como aquela que talvez tenha melhor traduzido essa relação entre mobilização nas redes sociais com ocupação das ruas, debate político e, por fim, no processo de escolha eleitoral”, afirmou Cortez ao Hora H desta sexta-feira (23).
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O analista observou que o eleitorado vem aprendendo, de alguma forma, a lidar com as dinâmicas das redes sociais e com o impacto delas no processo eleitoral.
Ele também destacou como essa dinâmica resultou em dificuldades para a Justiça Eleitoral em fazer regulações: “Para garantir que o comportamento das chamadas big techs não gerem efeitos deletérios no processo democrático”, destacou o especialista.
Disputa acirrada e eleitor indeciso
O analista ressaltou que a eleição de 2026 apresenta uma característica marcante: “As pesquisas têm mostrado que o contingente de pessoas que definem o seu voto na última hora é bastante relevante”, afirmou Cortez.
