Lembra da sonda Voyager 1, da NASA? Segundo cálculos da agência, em 18 de novembro, esta viajante espacial deve atingir a marca simbólica de um dia-luz de distância da Terra, tornando-se o primeiro objeto de origem humana a conseguir o feito, o que é surpreendente, afinal, a física atual desconhece algo mais rápido que a velocidade da luz.
Em outras palavras, a Voyager 1 está tão longe que os sinais de rádio emitidos por ela, que, vale lembrar, foi lançada há quase 50 anos para explorar o Sistema Solar, vão levar mais de 24 horas consecutivas para percorrer o meio interestelar e alcançar os receptores em nosso planeta. Para completar, há quem considere que é mais importante quando a Voyager 1 estiver a um dia-luz do Sol. Confuso?
É que, no momento, a Terra está no ponto da sua órbita em que fica mais longe, em média, da Voyager; portanto, por mais curioso que pareça, a espaçonave está mais de 80 milhões de quilômetros mais perto do Sol do que de nós, ou seja, seus sinais chegam primeiro na estrela. Por outro lado, ainda iria demorar mais dois meses para ficar a um dia-luz do Sol.
Também é interessante considerar que a marca de um dia-luz ilustra, e muito bem, como é a dimensão das distâncias cósmicas: não é fácil imaginar de forma concreta que a estrela mais próxima do Sol está a 4,3 anos-luz de nós. Por outro lado, fica mais simples se considerarmos que a espaçonave mais rápida criada pela humanidade levou quase meio século para percorrer uma fração desta distância.
