O senador Flávio Bolsonaro (PL) respondeu às queixas públicas do atacante Richarlison sobre um prejuízo de R$ 10 milhões com uma casa em Angra dos Reis (RJ) enviando a ele, em particular, imagens de um contrato sigiloso, supostamente firmado entre o advogado Willer Tomaz e o empresário Renato Rocha Velasco, ex-agente do jogador.
As mensagens foram enviadas em julho, pelo Instagram, após Richarlison repercutir um vídeo que recuperava o assunto. Nelas, Flávio diz que Richarlison deveria cobrar seu empresário e pede que o jogador deixe de expô-lo. Na época, ele já era pré-candidato à Presidência.
Por esse contrato, Willer teria fechado um acordo com a empresa Sport70, uma sociedade entre Richarlison e Velasco, para supostamente ressarci-la pelas benfeitorias feitas na casa de Angra quando ela esteve em posse do atacante. Mas Richarlison e Velasco romperam e esse dinheiro nunca chegou ao jogador. Quando o acordo foi fechado, a informação do rompimento entre atleta e empresário já era pública.
Richarlison sente ter sido roubado duas vezes: a primeira quando perdeu a casa que entende ter comprado legalmente; a segunda, quando viu aqueles que tomaram sua casa ressarcirem outra pessoa que não ele pelas despesas que ele teve no local, perdendo, por isso, também o direito de recorrer à Justiça.
Procurada pela coluna a respeito dessas mensagens, a campanha de Flávio disse que ele nunca foi parte da ação judicial.
