O X identificou uma ação coordenada para impulsionar hashtags associadas ao canal “Exército do Lula”, mas afirmou que a mobilização foi feita predominantemente por usuários autênticos. Já o Google, disse não ter encontrado sinais de tráfego automatizado, ataques por scripts ou uso de botnets nas buscas relacionadas ao grupo.
As informações foram enviadas nesta sexta-feira (23) ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, que dera 24 horas para as plataformas apresentarem dados técnicos sobre uma possível amplificação coordenada de conteúdos do canal, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A determinação atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
X (ex-Twitter)
A plataforma analisou 58 hashtags citadas no processo, que somaram cerca de 8,2 milhões de publicações feitas por aproximadamente 476 mil contas. Segundo a empresa, houve atuação coordenada, com movimentos concentrados em determinados horários, mas a maior parte da atividade partiu de pessoas reais.
O caso mais expressivo foi o da #PesquiseBolsonaroMandouMatarLula, que teve 307.583 publicações só na primeira hora.
Ainda assim, cerca de 97% das contas analisadas não apresentaram sinais de automação, redes de perfis falsos ou operação irregular de múltiplas contas, de acordo com o relatório.
