O governo Trump entrou preventivamente com uma ação judicial buscando impedir a certificação da eleição para o Senado dos Estados Unidos no Alasca, caso o senador republicano Dan Sullivan, que busca a reeleição, perca a disputa crucial que pode definir o equilíbrio de poder na câmara.
O processo representa a mais recente tentativa do Departamento de Justiça de Trump de se intrometer na administração das eleições, contrariando o papel mínimo que a Constituição confere ao Poder Executivo.
A ação judicial alega que outro candidato republicano chamado Daniel J. Sullivan poderia confundir os eleitores, e pede que um tribunal atrase a certificação da eleição caso o atual senador seja derrotado, mas teria vencido se “todos os votos dados a Daniel J. Sullivan” tivessem sido “dados ao senador Sullivan”.
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O processo se baseia em uma teoria jurídica “estranha e incomum”, disse Derek Muller, professor de direito eleitoral da Faculdade de Direito de Notre Dame. Também não está claro, acrescentou, como um tribunal poderia intervir da maneira proposta pelo Departamento de Justiça.
A disputa pelo controle do Senado pode se resumir ao Alasca, estado onde há poucas pesquisas confiáveis, mas onde Dan Sullivan e a democrata Mary Peltola têm travado uma campanha acirrada.
