A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou, na tarde desta sexta-feira (23/10), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) de insistir na tentativa de retirar do ar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em documento entregue ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os advogados de Lula afirmam que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu a cinco procedimentos diferentes para tentar suspender o canal ou criar condições para retirada do ar.
Segundo a campanha petista, a nova iniciativa de Flávio ocorreu no processo de registro da candidatura de Lula, menos de três horas depois de o ministro Floriano de Azevedo Marques impedir, por decisão liminar, que Kassio Nunes Marques determinasse administrativamente a suspensão do canal.
Conforme mostrou a coluna, Flávio apresentou vídeos em que Lula dá orientações aos mais de 10 milhões de inscritos no canal para sustentar sua ligação com a campanha petista. A manifestação, porém, não pede expressamente a retirada do canal do ar.
Na avaliação da defesa de Lula, Flávio tenta abrir caminho para uma futura suspensão ao pedir que o canal seja reconhecido como vinculado à campanha e submetido às regras que permitem sua retirada do ar em caso de irregularidades.
