O presidente da Argentina, Javier Milei, atribuiu a fatores externos a piora dos indicadores econômicos do país, após o risco-país superar 700 pontos. Em entrevista à Rádio Rivadavia, nessa quinta-feira (22/10), ele reconheceu que a economia cresce abaixo do esperado, que a demanda diminuiu e a inflação desacelera mais lentamente do que o previsto.
Apesar das dificuldades, ele defendeu as reformas de seu governo e afirmou que a continuidade do modelo depende da reeleição.
Milei apontou a alta dos juros nos Estados Unidos e as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio como fatores que pressionam a economia global e prejudicam os ativos argentinos. “A Argentina não é estranha a isso e está sofrendo as consequências”, afirmou.
O presidente, porém, sustentou que a situação seria pior sem as medidas adotadas por sua gestão.
O risco-país é o indicador que mede a percepção dos investidores sobre a capacidade de um país de honrar suas dívidas. Quanto mais elevado o índice, maior o custo de captação de recursos no mercado internacional, já que os credores exigem juros mais altos para compensar o risco.
Pobreza pressiona governo
A deterioração econômica ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pelas famílias. Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) mostram que a pobreza atingiu 32,3% da população argentina no primeiro semestre de 2026, cerca de 9,7 milhões de pessoas.
