A mineração contemporânea já não se sustenta apenas pela escala produtiva ou pela riqueza geológica. Ela exige transparência, rigor técnico e compromisso inegociável com a sustentabilidade. Em um território de elevada sensibilidade ecológica e social como a Amazônia, esse desafio ganha contornos decisivos. É nesse contexto que o 1º Relatório ESG da Carta Santarém se consolida como um marco histórico para o Pará e para o setor mineral brasileiro.
Fruto de uma articulação pioneira entre as empresas do setor e o poder público, a Carta Santarém reúne pela primeira vez, de forma sistemática, dados ambientais, sociais e de governança das principais operações minerais da região. São indicadores alinhados às referências internacionais do ICMM, do IFC, da GRI e do GHG Protocol. É justo reconhecer o empenho das empresas associadas que abriram suas informações e a parceria da Semas (Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará), que dá legitimidade institucional a esse esforço.
A Carta Santarém parte de um entendimento claro: a mineração industrial formal opera sob licenciamento ambiental, monitoramento contínuo, controle regulatório e governança estruturada, o que a diferencia estruturalmente das atividades não reguladas. Ao mesmo tempo, reconhece que os minerais produzidos no Pará têm importância estratégica para as cadeias globais de infraestrutura, eletrificação, mobilidade elétrica e economia de baixo carbono.
