O grupo se reuniu, nesta sexta-feira (23/10), em protesto à determinação do ministro André Mendonça para a retirada do impulsionamento em publicações que ligavam o caso Ana Clara à atuação de Flávio Bolsonaro (PL) na defesa do policial acusado de matar a menina. O ato ocorreu em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
A manifestação reuniu coletivos e organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres e das crianças, como a Campanha Faça Bonito, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, o movimento Criança Não é Mãe, a União Brasileira das Mulheres (UBM), a ECPAT Brasil, o coletivo Juntas/DF e o Levante das Mulheres Vivas DF.
O ato, convocado pelo deputado distrital Fábio Felix (PSol), critica a decisão judicial, classificada pelo grupo como “censura”.
“O caso Ana Clara é emblemático, porque é preciso falar sobre o papel de Flávio Bolsonaro contra crianças, adolescentes e mulheres, e nós temos que falar sobre isso ao longo do processo eleitoral. Não vão conseguir nos censurar, porque nós vamos falar sobre isso”, declarou o deputado.
A morte de Ana Clara
Ana Clara Gomes Machado tinha 5 anos quando morreu, em 2 de fevereiro de 2021, durante uma operação policial na comunidade de Monan Pequeno, em Niterói, no Rio de Janeiro. A menina brincava na rua, perto de casa, com o irmão de 2 anos, quando foi atingida por um disparo.
