Por que uma pessoa em um relacionamento sério (e monogâmico) continuaria a interagir com seus “contatinhos” anteriores? Pode ser apenas amizade… ou se tratar do “cushioning”: uma tendência dos namoros modernos que envolve manter por perto as suas “segundas opções”.
O termo é inspirado na palavra “cushion”, almofada, porque a atitude visa amortecer o sofrimento e garantir um novo amor para o caso da relação principal acabar. Para especialistas, essa escolha não indica um desejo de romper com o atual parceiro, mas pode ser lida como falta de compromisso e dependência emocional.
Aguarde na fila
Manter contato com pessoas chamadas de “backburners” (como as bocas de trás de um fogão, só usadas na indisponibilidade das dianteiras) não é um comportamento novo. Mas a prática foi tema de um estudo de comportamento humano em 2014, que indicou um aumento na busca de “planos B” por pessoas comprometidas graças às redes sociais.
O autor principal, Jayson Dibble, disse ao The Atlantic que a internet favorece a manutenção do contato com estas “reservas”, mas não necessariamente cria apego ou comprometimento com elas.
O “cushioning” é tão interessante para especialistas em psicologia porque contradiz uma importante teoria preditiva da área: o modelo do investimento, criado por Caryl E. Rusbult, especula que pessoas ficam mais comprometidas com uma relação à medida que investem tempo, dinheiro e outros recursos nela.
