Oi, pessoal! Seguindo a nossa série de análises econômicas com o intuito de trazer dados estratégicos para investidores, empresários, cidadãos e formuladores de políticas públicas, apresento hoje um diagnóstico de extrema importância sobre o setor de etanol no Maranhão.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), consolidados pelo Sindicanálcool Bioenergia, mostram que a produção de etanol no Maranhão cresceu 291,9% em 2025, atingindo 655,58 milhões de litros (83,1% de etanol anidro e 16,9% de hidratado) e colocando o estado na liderança do Norte e Nordeste, com 25,1% de toda a produção regional. Além de processar 1,86 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, 45,6 mil toneladas de melaço e produzir 24,5 mil toneladas de açúcar na safra 2025/26 (segundo a Conab), o estado diversificou sua matriz ao processar 1,11 milhão de toneladas de milho, gerando no polo regional (Maranhão e Pará) 230 mil toneladas de DDG/DDGS e 23 mil toneladas de óleo de milho para a nutrição animal e a pecuária.
Esse salto produtivo foi puxado pela chegada da Inpasa a Balsas, a maior biorrefinaria de grãos da América Latina, impulsionado pelo vigor agrícola do Matopiba e pela proximidade logística do Porto do Itaqui. Com capacidade registrada na ANP de 2.500 m³/dia, a unidade projeta superar 900 milhões de litros anuais após sua duplicação.
