O conjunto de notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL) mostra que ele atuou de graça na defesa de quatro policiais militares (PMs) acusados pelo homicídio de quatro moradores da comunidade do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, em meio a uma operação deflagrada em janeiro de 2020.
Revelada pelo Metrópoles, a procuração para Flávio foi assinada em 2024 pelo advogado Paulo Klein, que defendeu Fabrício Queiroz no caso da rachadinha, em que o senador e seu ex-assessor foram denunciados por desvios de R$ 6 milhões em salários de servidores no gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Os policiais haviam sido pronunciados a júri popular pela Justiça do Rio, mas, no Tribunal de Justiça, conseguiram reverter a pronúncia, o que, na prática, livraria os policiais do processo.
Como mostrou a coluna, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL) emitiu R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho deste ano, enquanto exercia mandato de senador. As notas não detalham os serviços prestados, mas o conjunto delas permite identificar quem foram os contratantes do senador: outros escritórios de advocacia (Nilo & Almeida, Otto Medeiros, D.B. Tesser, Leonardo Amarante), empresas (Simas Industrial, Contabil Correa e outros) e uma pessoa física: Marcos Antonio Grecco.
