Um dos filmes mais comentados do ano, “Tudo Pode Ser Visto” (“You Can See Everything” no título original), explora a fraude bilionária orquestrada por Elizabeth Holmes, ex-CEO americana da Theranos, uma empresa de tecnologia, que prometia realizar centenas de exames a partir de uma única gota de sangue e se tornou protagonista de um dos maiores escândalos do Vale do Silício.
Holmes foi condenada a mais de 11 anos de prisão em 2022, após várias acusações de fraudar investidores enquanto administrava a agora extinta startup. Atualmente, ela está em uma penitenciária federal de segurança mínima em Bryan, no Texas, nos Estados Unidos.
O início da sentença ocorreu em maio de 2023, após ser ela considerada culpada por um júri na Califórnia, em janeiro de 2022, por quatro acusações de fraude eletrônica e conspiração contra investidores. A empresária e o ex-executivo da empresa, Ramesh “Sunny” Balwani, captaram mais de US$ 700 milhões mentindo sobre as finanças e o desempenho da tecnologia.
Aos 19 anos, enquanto ainda era estudante do segundo ano de engenharia química na Universidade de Stanford, Elizabeth abandonou os estudos para se dedicar à sua startup, a Theranos, que fundou em 2003. O nome é uma combinação das palavras “terapia” e “diagnóstico”.
Em 2009, Ramesh Balwani, cerca de 20 anos mais velho do que Holmes, uniu-se a Theranos, garantindo um empréstimo de US$ 10 milhões à empresa.
