As chances de reeleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa aumentaram significativamente após o dirigente receber o apoio do principal órgão do futebol asiático. O movimento isola ainda mais a Europa e expõe a falta de um adversário considerado competitivo.
O presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, declarou apoio à candidatura de Infantino durante o congresso extraordinário da entidade, realizado nesta sexta-feira (23), em Tóquio. O anúncio marcou uma reconciliação expressiva entre os dois dirigentes.
Sheikh Salman havia se juntado ao presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e ao chefe da Concacaf, Victor Montagliani, nas críticas à proposta FIFA Forward Enterprise (FFE). A iniciativa previa investimentos privados em uma nova entidade responsável por direitos comerciais ligados a grandes competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
A oposição pública ao projeto, seguida de pedidos para que Infantino renunciasse, levantou dúvidas sobre uma possível divisão na base de apoio até então sólida do presidente da Fifa.
Apoio da Ásia fortalece candidatura de Infantino
No entanto, Sheikh Salman afirmou durante o congresso da AFC que a Ásia está unida em torno de Infantino. A declaração ocorreu dois meses depois de a confederação acusar o presidente da Fifa de cometer uma “violação fundamental da confiança” em razão do projeto.
